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Operação Cérbero da PCERJ e MPE prende três envolvidos em esquema que cobrava propina para liberar corpos no IML de Campo Grande

ASCOM - Assessoria de Comunicação
08/08/2017 19h59 - Atualizado em 08/08/2017 19h59

Uma operação conjunta da Corregedoria Interna da Polícia Civil (COINPOL) e do Ministério Público Estadual desmantelou uma quadrilha que cobrava propina para liberar corpos no IML de Campo Grande após a necropsia. Ao todo, três pessoas foram presas na operação Cérbero, nesta terça-feira, dia 08 de agosto. A intenção dos 10 delegados de polícia e dos 40 agentes da Polícia Civil era cumprir três mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, o que foi realizado com êxito.

Na ação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra o vereador e policial civil Gilberto de Oliveira Lima (médico perito), Sérgio William Silva Miana,( diretor geral do Instituto Carlos Éboli- RJ) e Franklin Silva da Paz (Chefe de Administração do Posto Regional de Polícia Técnica de Campo Grande), que já estão presos.

Segundo os investigadores, eles foram denunciados por associação para prática criminosa e concussão, quando o agente público incorre em crime de extorsão.

Ainda de acordo com as investigações, o vereador Gilberto Lima já chefiou o IML de Campo Grande e liderou o grande esquema criminoso. Os policiais da Corregedoria e promotores de justiça descobriram, através do depoimento de testemunhas e da análise de conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial, a existência de esquema de arrecadação de propina por parte de funerárias que atuam no PRPTC de Campo Grande, que chegava a casa dos 150 mil mensais, consistente na facilitação e celeridade na liberação de corpos periciados às funerárias, inclusive com a atuação de funcionários terceirizados da limpeza, mediante pagamento de propina.

Tanto para o Ministério Público Estadual como para a Polícia Civil, os criminosos se aproveitaram do poder dos cargos que ocupavam para obter vantagem econômica, empregando recursos, equipamentos, servidores e pessoal terceirizado lesando o erário público, com a realização de "autopsias" desnecessárias por ausência de razões criminais que as justificassem.

As investigações revelaram também que o posto de perícia de Campo Grande é o único nesta situação entre os 21 órgãos semelhantes da estrutura da Polícia Civil do Rio. Em 2015, o serviço atrelado à verificação de óbitos naturais alcançou o expressivo número de 2.020 cadáveres em Campo Grande, enquanto as perícias relacionadas à morte violenta foram de 746 corpos. Em 2016, foram 2.310 mortos por causas naturais e 872 por violência, o que causou a desconfiança dos investigadores e serviu como um dos fundamentos para se chegar às prisões desta terça-feira.