Logotipo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro Logotipo do Governo do Estado do Rio de Janeiro Logotipo do Facebook Logotipo do Twitter Logotipo do Instagram Logotipo do YouTube

PCERJ em Ação

Deflagrada operação Aquarius no Rio

Fotos: Salvador Scofano

ASCOM - Assessoria de Comunicação
18/07/2017 15h45 - Atualizado em 13/08/2018 13h30

Matheus Silva, 23 anos, foi preso, nesta terça-feira (17/07), através de mandado de prisão temporária, em Nova Iguaçu, durante a operação Aquarius, deflagrada pela DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), com o objetivo de cumprir 24 mandados de busca e apreensão, nos Estados do, Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, relacionados ao inquérito que investiga o jogo Baleia Azul.

As delegadas Daniela Terra, titular, e Fernanda Fernandes, assistente, esclarecem que foi realizada uma análise prévia com o intuito de verificar se o jogo realmente existia e, com isso, evitar mortes de possíveis vítimas.

Disseram ainda que as vítimas não procuraram a especializada e assim foi necessária a ação preventiva, através de rondas virtuais, para que fossem apuradas as informações de vítimas. Constataram-se ainda diversas mortes em alguns estados brasileiros.

Fernanda Fernandes destacou que apesar de solicitada, não conseguiu contar com a colaboração da empresa Facebook. Todas as medidas legais estão sendo tomadas pelo não cumprimento de determinações judiciais, inclusive com multas aplicadas pela Procuradoria do Estado.

Outras empresas também não colaboraram com as investigações, quando da representação por dados cadastrais, uma delas a empresa Google.

Continuou esclarecendo que até o momento são 10 curadores investigados, mas poderiam ser uma quantidade maior, caso as referidas redes sociais e empresas de tecnologia, tivessem cumprido as determinações oriundas da polícia judiciária e do próprio poder judiciário.

A Secretaria de Educação foi oficiada para que possíveis vítimas fossem identificadas e encaminhadas para DRCI. O modus operandi dos curadores envolvia perfil falso no Facebook.

Sinalizou que haverá uma segunda fase da operação e talvez uma terceira fase, frisando que o trabalho realizado pela DRCI é inovador e pioneiro, pois teve início sem autor identificado, vítima ou qualquer materialidade do crime.

Márcio Santos, policial especialista em tecnologia da informação, participou da coletiva e esclareceu que até o desfecho trágico do jogo, são 50 dias para investigar, pois o jogo fatal prevê desafios, inclusive corte a uma profundida que pudesse expor a veia.

Márcio questiona se essas crianças estão preparadas para receber essa quantidade de informação oriunda da internet e afirma que o jogo teve origem na Europa.

A delegada titular da unidade disse que todas as vítimas eram menores e chegavam com muitos cortes já realizados e fez um alerta aos pais a respeito de crianças terem perfis em redes sociais, pedindo que os pais acompanhem a vida virtual delas.

Orienta que a idade mínima para cadastro na rede social Facebook é de 13 anos, então caso seja criado um perfil para uma pessoa com idade inferior à mencionada, já haveria crime sendo praticando, com responsabilidade dos pais.

As investigações apontam que uma criança de nove anos estava prestes a entrar no jogo e dizia que ao final encontraria os anjinhos.

Fernanda acredita que a motivação para permanecer no jogo era subjetiva, mas afirma que as vítimas entravam em depressão e sofriam pressões de caso saíssem do jogo, o participante morreria e/ou alguém da família.

Todas as crianças que estiveram na delegacia, foram encaminhadas para acompanhamento psicológico, pois se trata de um jogo silencioso em que os atos são praticados na madrugada.

A Delegada assistente passou com um balanço de 15 vítimas identificadas, algumas apreensões de celulares e computadores, por todo Brasil e um preso, Matheus Silva de 23 anos.

- Esse rapaz que foi preso, nós já tínhamos materialidade suficiente para pedir a prisão dele. Ele já confessou que era curador, que tinha influenciado 30 vítimas, mas temos nos autos cerca de 40 vítimas. Disse Fernanda.

Finalizou afirmando que não houve morte no RJ e que foram envolvidas 24 equipes de agentes em 20 municípios de todo o país, com pelo menos 3 agentes em cada. Assim, há pelo menos 72 policiais envolvidos.