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PCERJ em Ação

Delegacia de Homicídios e Gaeco realizam operação em desdobramento do caso Marielle e Anderson

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
03/10/2019 08h32 - Atualizado em 03/10/2019 8h32


A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou, nesta quinta-feira (03/10), operação que é desdobramento das investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A ação visava o cumprimento de cinco mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Todos os mandados foram cumpridos. 

Além do policial militar reformado Ronnie Lessa, que já se encontra preso acusado de ter executado Marielle e Anderson, os demais alvos são: Elaine Lessa (mulher de Ronnie), Bruno Figueiredo (irmão de Elaine), Márcio Montavano, o “Márcio Gordo” e Josinaldo Freitas, o “Di Jaca”. Os crimes são obstrução de justiça, porte de arma e associação criminosa.

O grupo é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, o grupo teria executado o plano de jogar as armas nas águas da Barra da Tijuca, próximo às Ilhas Tijucas, sob o comando de Elaine Lessa. O armamento foi lançado ao mar dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-PM Élcio de Queiroz, ocorridas em 12 de março deste ano.

De acordo com o inquérito da DHC, um dia após as prisões, em 13/03, “Márcio Gordo” tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na Zona Oeste do Rio, onde funcionava a oficina da quadrilha para a montagem de armamento. No dia seguinte, 14/03, “Márcio Gordo” levou essas e outras armas até “Di Jaca”, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-las até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano. Já Bruno Figueiredo ajudou "Márcio Gordo" na execução do plano.

Em depoimento à DHC, um pescador revelou que foi contratado por um homem, identificado depois como “Di Jaca”, recebendo R$ 300 para levá-lo ao local onde “fuzis e pequenas caixas”, que estavam em uma mala e em uma caixa, fossem jogadas próximas às Ilhas Tijucas. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A grande profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho.