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Polícia Civil e Ministério Público prendem casal envolvido em desvio de dinheiro público

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
06/06/2018 13h20 - Atualizado em 06/06/2018 13h23
por Alexandre Miziara

Durante operação contra o desvio de dinheiro público, policiais da Coordenadoria de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (CCC-LD) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), prenderam, na manhã desta quarta-feira, o casal Eduardo Cruz e Simone Cruz. A prisão foi em cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça, pelos crimes de peculato e organização criminosa.

Na ação, os agentes também cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nas sedes de empresas e em endereços de 10 suspeitos. “As contas bancárias deles foram bloqueadas por autorização da Justiça”, comentou o delegado Aloysio Lopes, do CCC-LD, ao revelar que as investigações duraram cerca de um ano e meio.

Segundo as informações, Eduardo Cruz e Simone Cruz foram localizados em uma casa de luxo, na Barra da Tijuca. Eles são casados e sócios da Cryopraxis, empresa de biotecnologia que recolhe e armazena células-tronco do cordão umbilical de recém-nascidos.

Conselheiro da Fundação Bio-Rio, que ampara pequenas empresas de biotecnologia e funciona na Ilha do Fundão, Eduardo também é presidente do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas),

De acordo com as investigações, a Bio-Rio teria feito convênio com a Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio entre 2015 e 2016 para a realização de cursos de pós-graduação para médicos da secretaria. Ao todo, a prefeitura repassou mais de R$ 80 milhões, dos quais R$ 6 milhões foram para cobrir uma taxa de administração. No entanto, esse tipo de convênio não permite tais taxas.

Os agentes descobriram que, apesar de esse convênio ter sido feito entre a Bio Rio e a prefeitura, tanto Simone quanto Eduardo usavam o e-mail da Cryopraxis para realizar a negociação.