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PCERJ em Ação

Polícia civil prende 149 pessoas, apreende armas e desarticula quadrilha de milicianos da Zona Oeste do Rio

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
07/04/2018 18h05 - Atualizado em 07/04/2018 18h07

Policiais civis do Rio prenderam, neste sábado (07/04), um grupo de 149 pessoas e apreenderam sete menores - todos suspeitos de participarem de uma quadrilha de milicianos em Santa Cruz, na Zona Oeste. Eles estavam participando de uma festa, em um sítio, quando foram surpreendidos pelos agentes. Houve troca de tiros e, ao final, quatro pessoas morreram. Durante a ação foram apreendidos 30 fuzis e 20 pistolas. O evento do bando era patrocinado pela “Liga da Justiça”, uma das organizações criminosas mais famosas daquela região.

A operação policial contou com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Divisão de Homicídios, 27ª DP (Vicente de Carvalho) e 35ª DP (Campo Grande). O número de detidos na ação foi tão grande que foram precisos dois ônibus para fazer o transporte dos suspeitos até a Cidade da Polícia, em Benfica, na Zona Norte, onde chegaram por volta das 9h. “A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro entrega para a Justiça parte de uma organização criminosa que ainda tenta se impor no Estado do Rio de Janeiro”, ressaltou o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa.

De acordo com o delegado, essa operação foi resultado de aproximadamente dois anos de investigação. O local onde acontecia o evento era usado como “quartel-general da milícia”. De lá, o grupo saía para atuar nas comunidades da cidade. No sítio foram encontrados ainda ingressos numerados, copos personalizados com o nome da festa e “pulseiras vips”.

A estação do BRT Cesarão III, em Santa Cruz, foi incendiada por volta das 5h20. A Polícia suspeita que milicianos tenham colocado fogo na estação para desviar a atuação dos agentes. Segundo investigação da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Wellington da Silva Braga, conhecido como “Ecko”, é apontado como o chefe da maior milícia do estado e estaria no local. O miliciano conseguiu escapar do cerco da polícia pelos fundos do sítio.

O Secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, declarou que outras ações de combate à milícia serão realizadas. “A sociedade pode confiar na intervenção federal. Outras operações já estão sendo planejadas e serão executados em curto prazo. O Rio precisa voltar a ser uma terra feliz, de um povo feliz, trabalhador”, concluiu.

Ainda de acordo com o chefe de Polícia, milicianos disputam áreas e mantêm moradores sujeitos a leis próprias em troca de uma alegada segurança. E seus métodos nos últimos anos se diversificaram - eles cobram por quase todas as atividades que movimentam dinheiro nas comunidades.