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PCERJ em Ação

Polícia Civil realiza Operação Tinta Seca para investigar suspeita de fraude financeira na venda de cotas da fabricante de canetas Compactor

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
25/01/2018 17h51 - Atualizado em 25/01/2018 17h51

A Delegacia de Defraudações (DDEF) da Polícia Civil do Rio desencadeou, nesta quinta-feira, a Operação Tinta Seca, que investiga suspeita de fraudes na divulgação da situação econômica-financeira da Companhia de Canetas Compactor, durante o processo de venda de cotas sociais da empresa, uma das maiores do setor no país. Os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Eric Scapim Cunha Brandão, da 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na sede da indústria, na Baixada Fluminense, e na casa de quatro diretores da empresa: Susanna Buschle Romariz, presidente da Compactor, Erich Paulo Buschle, também cônsul da Áustria para o Rio de Janeiro, Estefanie Hermine Buschle e Alberto da Piedade Ribeiro. Susanna, Erich e Estefanie são filhos do fundador da companhia, o alemão Erich Buschle.

Os investigadores recolheram documentos e informações armazenadas em computadores. Quatro peritos da Polícia Civil participaram da operação e fizeram uma auditoria in loco na sede da empresa. Três deles são especialistas em contabilidade e um, em informática. O objetivo da ação é fazer uma perícia contábil e uma devassa na documentação da companhia, avaliando todas as transações e sistemas de controle.

As investigações, realizadas em parceria com a promotora Elisa Pittaro, titular da 11ª Promotoria de Investigação Penal de Nova Iguaçu, apontam indícios de que os executivos da fabricante de canetas, fundada nos anos 1950, ocultaram e falsificaram informações contábeis e sobre o patrimônio da empresa, prestadas à companhia alemã PJ Edding International, acionista desde 2014. Após adquirir 26,23% das cotas sociais da Compactor, a Edding passou a solicitar informações financeiras da sociedade alienada e constatou que houve ocultação do patrimônio e falsificação dos dados fornecidos desde então.

Uma análise contábil já realizada pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado do Ministério Público concluiu que ocorreram irregularidades nos demonstrativos financeiros do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014, entre elas, postergações de despesas do ano em exercício para o ano seguinte e reavaliação de bens do ativo imobilizado posterior ao período permitido pela legislação.

A Polícia apura, agora, se houve dolo na inserção de informações econômicas falsas em prospectos, balanços, comunicação ao público ou à assembleia e na ocultação fraudulenta de fatos relativos às condições financeiras da Compactor. “A investigação realizada até o momento confirmou que houve irregularidades na Compactor. O que a perícia contábil vai nos responder a partir da análise das provas arrecadadas nessa operação de busca e apreensão é se ocorreram erros provocados por má gestão ou se foram fraudes intencionais, configurando, assim, prática de delito”, ressaltou a delegada da Defraudações, Patrícia de Paiva Aguiar.