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NUCC-LD prende advogada acusada de atuar como informante de traficantes de facção criminosa

ASCOM - Assessoria de Comunicação
16/10/2017 16h22 - Atualizado em 16/10/2017 16h34
por Alexandre Miziara

Agentes do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC-LD), órgão ligado à Chefia de Polícia Civil, cumpriram, nesta segunda-feira, mandado de prisão contra a advogada Beatriz da Silva Costa de Souza, expedido pelo Juízo da 33ª Vara Criminal, com base em inquérito instaurado pelo NUCC-LD, que resultou na condenação da advogada à pena de quatro anos de prisão.

Na ação, também foram condenados pelo crime de lavagem de dinheiro: Marco Antônio Pereira Firmino, conhecido como My Thor, um dos líderes de uma facção criminosa, atualmente encarcerado no Presídio Federal de Catanduvas, e sua esposa Rosimeri Fernandes de Lima. As penas foram de seis e de três anos e oito meses de prisão, respectivamente.

Na sentença, que já não comporta mais recursos, o magistrado reconhece que Beatriz funcionou como “laranja” na aquisição do imóvel, situado na Rua Aquidabã, no Méier, no ano de 2010, utilizado como residência da esposa do traficante. Foi decretada a perda do imóvel em favor do estado do Rio de Janeiro.

Em 2010, Beatriz teve a prisão decretada por ter sido flagrada em diálogos captados em interceptação telefônica que constataram que a advogada funcionava como informante de presos da alta cúpula da facção criminosa, entre eles, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco.

Beatriz chegou a ser impedida de realizar visitas à detentos que se encontravam custodiados no Presídio Federal de Cantanduvas, também em 2010, em virtude de ter sido identificada em áudio vigilância travando diálogos com My Thor, cujo teor o Setor de Inteligência da unidade prisional detectou tratar-se de ordem para compra de fuzis. As diligências estão em andamento para capturar Rosimeri, que é considerada foragida, pois não foi encontrado em seus endereços conhecidos.

De acordo com o o delegado Flávio Porto, do NUCC-LD, a prisão de Beatriz "fechou uma porta" para a lavagem de dinheiro praticada pela quadrilha, além de restringir a comunicação da cúpula do tráfico com seus comparsas que se encontram soltos.