Logotipo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro Logotipo do Facebook Logotipo do Twitter Logotipo do Instagram Logotipo do YouTube

Institucional

Polícia Civil assina protocolo para atendimento das mulheres transsexuais e travestis em todo estado

Fotos: Paulo Toscano

ASCOM - Assessoria de Comunicação
15/05/2018 13h07 - Atualizado em 15/05/2018 17h36
por Camila Donato

A iniciativa visa a garantir atendimento humanizado e especializado respeitando a identidade de gênero

A Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro lançou, nesta terça-feira (15/05), o protocolo de atendimento para mulheres transsexuais e travestis nas delegacias de todo o estado. A iniciativa pioneira visa a garantir atendimento humanizado e especializado respeitando a identidade de gênero. A assinatura do protocolo acontecerá às 11h, na chefia de Polícia.

- A Policia Civil tem que oferecer atendimento igualitário a todas as pessoas que buscam uma das nossas unidades. Esse protocolo é uma ação importante para que essas mulheres possam se sentir respeitadas e tratadas com dignidade - afirmou o chefe de Polícia, delegado Rivaldo Barbosa.

O projeto nasceu de uma parceria da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (DPAM) com a Coordenadoria Municipal da Diversidade Sexual e vai oferecer às transsexuais e travestis o direito de serem atendidas de acordo com a sua escolha de gênero, nas Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAMs) e demais unidades do Estado. A iniciativa garante ainda que elas possam registrar denúncias dentro da Lei Maria da Penha.

- A ideia é que todas as mulheres possam ter acesso aos mesmos direitos. A identidade de gênero tem que ser respeitada. Elas merecem receber atendimento adequado, ainda mais num momento em que já estão tão fragilizadas - destacou a delegada Gabriela Von Beauvais, diretora da DPAM.

Para o coordenador Municipal de Diversidade Sexual, Nélio Georgini, o protocolo é de suma importância para esse público.

- O protocolo de atendimento para às mulheres trans e travestis além de oferecer cidadania, resgata a dignidade de cada uma delas. O Brasil é o país que mais assassina transexuais no mundo. A convite da Polícia Civil, a Coordenadoria, em parceria com o grupo Pela Vidda, ajudou a construir esse protocolo que será um divisor de águas para essa população - ressalta ele.

No último dia 25, a DPAM realizou uma consulta pública em parceria com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, e o Grupo Pela Vidda. O encontro teve como objetivo ouvir os anseios dos movimentos sociais para a construção do protocolo e buscar atender essas necessidades.